Estão abertas até o dia 4 de agosto, as inscrições para a XXI edição dos Jogos de Integração Cooperativista do Distrito Federal (Cooperjogos). A atividade é realizada anualmente pelo Sistema OCDF-SESCOOP/DF para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo. Além disso, incentiva a integração entre as cooperativas do Distrito Federal e seus associados, incentivando a saúde e a qualidade de vida através da prática esportiva.
Neste ano, os jogos serão realizados no dia 19 de agosto, nas instalações do SESI, de Taguatinga Norte. Podem participar maiores de 18 anos, dirigentes, associados, colaboradores de cooperativas e também familiares de cooperados, em até segundo grau de parentesco.
Ao todo, serão disponibilizadas 22 modalidades: futebol society; futsal; voleibol; natação; atletismo; cabo de guerra; tênis de mesa; truco; sinuca; dama; xadrez; dominó; peteca; queimada feminino; e jogos eletrônicos. As inscrições poderão ser feitas por meio do aplicativo do Sistema OCDF que pode ser baixado pela Apple Store ou pelo Google play, ou pelo site http://inscricoes.sescoopdf.coop.br/.
Serviço - XXI Cooperjogos
Data: 19 de agosto
Local: Sesi Taguatinga Norte - St. F Norte QNF 24
Inscrições: http://inscricoes.sescoopdf.coop.br/
Representantes de oito nações de língua portuguesa estiveram reunidos na Casa do Cooperativismo, em Brasília, para deliberarem sobre ações para fortalecer os diferentes ramos nos países lusófonos. A Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Organização Cooperativista dos Países de Língua Portuguesa (OCPLP) aconteceu na quarta-feira (19) e, entre as tratativas, o colegiado definiu o planejamento de atividades para 2024, que consiste na cooperação para oferta de capacitações dos delegados.
O programa de intercâmbio será direcionado aos membros e dirigentes destas cooperativas e custeado pelas entidades representativas dos membros envolvidos. “A cooperação técnica para o desenvolvimento mútuo é um dos principais valores evidenciados em nosso movimento. Desta forma vamos estimular a troca de experiências, compartilhar estratégias de sucesso para o desenvolvimento das cooperativas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Vamos contribuir para o desenvolvimento socioeconômico dessas nações por meio do cooperativismo”, disse o presidente do Sistema OCB e vice-presidente da OCPLP, Márcio Lopes de Freitas.
O grupo debateu estratégias para captação conjunta de recursos e vislumbram a possibilidade de implementar projetos de cooperação direcionados para o desenvolvimento sustentável em países lusófonos. Os delegados também pretendem aproveitar a oportunidade de a sede da organização ser em Portugal e buscar acessar recursos do fundo social europeu, um dos maiores do mundo, para financiamento de ações de empoderamento econômico, crescimento inclusivo e desenvolvimento sustentável. Esta linha de ação foi aprovada pelos membros durante a assembleia.
OCPLP
O organismo internacional atua desde 1991, mas foi formalizado juridicamente em 1997. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) é uma das entidades fundadoras e atualmente ocupa a cadeira da vice-presidência. O colegiado atua por meio de projetos de cooperação internacional e de financiamento para o desenvolvimento, difusão e crescimento das cooperativas lusófonas mantendo o contato estreito e permanente entre os movimentos e autoridades destas nações. Atualmente é constituída por 32 organizações distribuídas em quatro continentes: africano, asiático, brasileiro e europeu.

Um mundo mais justo, livre de desigualdades e cheio de oportunidades pode se tornar real com atitudes simples, mas eficazes. Foi a partir desses interesses, baseados no sétimo princípio do cooperativismo, que dezenas de voluntários estiveram reunidos no último sábado, 1º de julho, para celebrar a edição 2023 do maior movimento de promoção ao voluntariado cooperativista, o Dia de Cooperar (Dia C), no Distrito Federal. A celebração foi organizada pelo Sistema OCDF-SESCOOP/DF e ocorreu na Vila Olímpica do Recanto das Emas e contou com a participação da população em geral
Neste ano, no DF, o movimento contou com adesão de quase 200 voluntários de instituições parceiras, de cooperativas locais e do sistema cooperativista local. A edição 2023 levou ao Recanto das Emas uma programação diversificada e levou aos moradores da região serviços gratuitos em diversas áreas. Quem foi até a Vila Olímpica da Região Administrativa pôde conferir apresentações culturais e artísticas, além aproveitar atendimentos em beleza, saúde e bem-estar, educação financeira, empreendedorismo, orientação profissional, e muito mais.
Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCDF-SESCOOP/DF, esteve presente na celebração e comentou sobre a importância do trabalho cooperativista que está centrado nas pessoas e que faz a diferença no processo de desenvolvimento socioeconômico de qualquer localidade. “Esta edição do Dia C veio recheada de muita coisa legal, mas, principalmente, da sensação boa que é ver o cooperativismo atuando para a sociedade. É algo que faz parte do nosso DNA, dos nossos princípios. As cooperativas mostram o interesse pelas comunidades durante todo o ano e o Dia C é o momento em que celebramos todas essas realizações”, destacou o dirigente.
O Dia de Cooperar coloca em evidência o sétimo princípio do cooperativismo, o interesse pela comunidade, e sempre é celebrado no primeiro sábado de julho, data em que se comemora o Dia Internacional do Cooperativismo. E é esse interesse pela comunidade que faz com que as cooperativas realizem tantos trabalhos deste tipo. Edivaldo Alves de Oliveira, membro do Conselho de Administração do SESCOOP/DF, pontuou o valor deste tipo de ação. “Estamos aqui trazendo alegria, mas, acima de tudo, cidadania e dignidade com os serviços de orientação financeira, jurídica e saúde”, disse.
A celebração do Dia de Cooperar também foi espaço para as cooperativas colocarem em prática a intercooperação, outro princípio do cooperativismo que se baseia na premissa de formar alianças, parcerias e desenvolver negócios em conjunto, a fim de fortalecer os associados e a sociedade. A Sicredi Planalto Central, por meio da agência de Águas Claras, firmou uma parceria com a Coopcare, do ramo saúde, que levou serviços como aferição de pressão arterial e medição de índice glicêmico. A cooperativa de crédito disponibilizou recursos para que a cooperativa de saúde pudesse comprar insumos e atender a população do Recanto com qualidade e eficiência. As organizações ainda sortearam brindes durante a realização do Dia C.

“É fundamental a gente doar um pouco do nosso trabalho para melhorar a vida das comunidades. A relação entre as cooperativas potencializa isso e ajuda a mostrar o que de fato é o cooperativismo, uma filosofia diferenciada que é fundamental não apenas para a econômica, mas para a sociedade”, comentou o gerente da agência Sicredi de Águas Claras, Rafael Quirino.
O sentimento de satisfação era visível no rosto da voluntária Jorgiana Sales de Moraes. Ela é cooperada da Recicle a Vida, de Ceilândia, e participou de sua primeira celebração do Dia de Cooperar, ajudando a difundir informações sobre a coleta seletiva e a importância do trabalho de reciclagem. “É uma alegria estar aqui falando sobre o meu trabalho e ajudar a informar as pessoas. É uma forma de ajudar a melhorar o nosso trabalho na esteira da cooperativa, com o lixo separado corretamente, mas também uma forma de ajudar a melhorar o meio ambiente e a cidade em que vivemos”, contou ela.
A alegria de impactar positivamente na vida de outras pessoas era também visível no rosto de Gabriela Godoi, voluntária e integrante do grupo Laços da Alegria, que costumeiramente realiza visitas a pacientes internados em hospitais públicos e privados do Distrito Federal. “O voluntariado é a forma mais simples e pura de amor ao próximo que existe. É se doar, se entregar, sem querer nada em troca. E isso é muito gratificante”, acrescentou ela.
Entre os beneficiados pela celebração do Dia de Cooperar estava Odair José da Silva, 35, morador da Chácara Monjolo. Pai de quatro filhos e atualmente em busca de recolocação no mercado de trabalho, ele conta que ficou sabendo do evento por meio de uma vizinha e decidiu levar o filho mais novo para se divertir um pouco. “É difícil ter lugares para diversão por aqui. Quando acontece um evento igual a esse é bom e sempre venho com meus filhos para eles se divertirem um pouco. Vou aproveitar para cortar o cabelo também, buscar umas informações e ver como está a minha saúde”, contou.
As atividades do Dia C também foram aproveitadas por quem diariamente ajuda a transformar vidas na região. Foi o caso de Helena Batista, 43, moradora do Riacho Fundo II, mas que ministra aulas de natação e hidroginástica na Vila Olímpica do Recanto. “Eu vim para cooperar. Trouxe meus alunos, participei de atividades, fiz alguns exames de saúde e me diverti. A comunidade aqui é bem carente de assistência e o Dia C trouxe alegria e esperança para as pessoas”, assegurou.
A celebração do Dia de Cooperar foi encerrada com uma apresentação da Associação Recreativa e Cultural Unidos do Varjão Escola de Samba. A agremiação desfilou para o público brasiliense no último dia 23 de julho e levou ao Recanto toda a alegria que o ritmo samba é capaz de proporcionar.
Sobre o Dia C
O Dia de Cooperar foi criado em 2009, em Minas Gerais. O movimento foi nacionalizado quatro anos mais tarde e, desde então, as cooperativas brasileiras se unem para demonstrar a um número cada vez maior de pessoas que o cooperativismo é capaz de transformar a realidade e estimular o desenvolvimento do país. Entre tantas práticas de responsabilidade social, o Dia C se destaca por ser um movimento que luta por um mundo mais justo, igualitário e em ampla consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
No DF, o movimento integra o calendário das cooperativas desde 2014 e voltou a ser celebrado presencialmente no ano passado. As ações das cooperativas, desde então, têm ajudado a transformar realidades em diversas regiões da capital, estimulando o voluntariado cooperativista, e beneficiando mais de 25 mil pessoas.
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O plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) foi palco de uma noite especial para o cooperativismo brasiliense na última sexta-feira, 23 de junho. O espaço em que são tomadas decisões importantes para o futuro da capital foi palco de Sessão Solene que celebrou o lançamento da Frente Parlamentar do Cooperativismo do Distrito Federal e Ride-DF (Frencoop) na atual legislatura, assim como os 50 anos do Sistema OCDF, completados em março.
A solenidade foi fruto de uma iniciativa do deputado distrital Roosevelt Vilela em parceria com o Sistema OCDF-SESCOOP/DF e contou com a presença de autoridades do Executivo e do Legislativo distrital e federal, assim como de dirigentes e membros das cooperativas em atividade no território brasiliense. O evento também homenageou o Dia Internacional do Cooperativismo e marcou o lançamento da agenda institucional do setor para o restante de 2023.
Roosevelt, que é presidente da Frencoop, deu início à sessão falando acerca do potencial do cooperativismo e sua relevância para o desenvolvimento do DF. O parlamentar ressaltou o orgulho de poder representar o setor na Câmara Legislativa e contribuir para o avanço da cultura de cooperação no território brasiliense. “O cooperativismo é um modelo criado não apenas para as pessoas se organizarem economicamente. Eu visualizo o cooperativismo como um modelo de gestão de Estado,” afirmou ele.
O deputado elencou conquistas recentes obtidas pelo cooperativismo brasiliense, como a criação da Lei n.º 6.617, que instituiu a Política Distrital do Cooperativismo, e o início da participação da OCDF no colegiado de vogais da Junta Comercial do DF.
O presidente do Sistema OCDF-SESCOOP/DF, Remy Gorga Neto, destacou, durante sua exposição, a força das cooperativas e o desenvolvimento do sistema ao longo dos anos. “O Distrito Federal tem um cooperativismo pujante que faz a diferença, levando prosperidade para as pessoas, para a sociedade”, garantiu o dirigente.
Remy falou, também, sobre os parceiros estratégicos, os ramos do cooperativismo presentes no DF e comentou sobre o esforço desempenhado pelo Sistema OCDF a fim de otimizar esforços, representar, defender e permitir o desenvolvimento do setor no Distrito Federal. “Há dias em que, pela manhã, estamos tratando de algo para as cooperativas de reciclagem, à tarde estamos defendendo uma pauta de interesse do agro e à noite um assunto pertinente ao crédito. E assim é com todos os ramos que presentes aqui no DF. A gente atua para que as cooperativas possam se desenvolver e trazer desenvolvimento para o nosso território”, acrescentou ele.
A mesa da solenidade contou, também, com a presença da deputada federal Bia Kicis; do secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, Fernando Antonio Rodriguez; do presidente da Federação de Agricultura, Pecuária e Hortifrutigranjeiros do DF (da FAPE-DF), Fernando Cézar Ribeiro; do coordenador de Relações Governamentais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, representando o presidente da organização, Márcio Lopes de Freitas; Cleison Duval, presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF); e Glauco Amorim, subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Proteção Animal do Distrito Federal.

O evento foi encerrado após uma série de reconhecimentos. Primeiro, pessoas que estão diariamente empenhadas em promover o cooperativismo receberam Moções de Louvor aprovadas pela CLDF. Em seguida o presidente do Sistema OCDF recebeu uma homenagem que contou com a participação de sua mãe, Therezinha Gorga.
Ao fim da solenidade, os presentes participaram do II Arraial do Cooperativismo do DF, realizado na Praça do Servidor, que fica localizada dentro das instalações da CLDF. O momento contou com música ao vivo e barraquinhas, onde foram servidas comidas e bebidas típicas das festas de São João. O objetivo do evento foi proporcionar um momento de confraternização para as cooperativas brasilienses comemorarem o Dia Internacional do Cooperativismo, data comemorada desde 1923 que foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1995.
Cooperados da Cooperativa Recicle a Vida, de Ceilândia, participaram de uma atividade diferente e um tanto especial nesta última quinzena do mês de junho. Um grupo, composto por 22 pessoas que participaram do projeto “Vida Circular – Edição Fashion”, desfilaram com trajes especiais, criados a partir de materiais recicláveis, em uma ação que teve o intuito de evidenciar e desenvolver o conceito de economia circular no Distrito Federal.
O desfile foi destaque durante exibição do noticiário da TV Globo Brasília e contou com a parcerias instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do DF (Senac/DF), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Proteção Animal do Distrito Federal (Sema/DF), o Sistema OCDF-SESCOOP/DF, entre outras instituições.
O modelo proposto pela economia circular vai contra o modelo linear, caracterizado pela extração, consumo, descarte, desequilíbrios ambientais, sociais e econômicos. Nesse contexto, a economia circular surge com o foco na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. O conceito associa uma melhor gestão dos recursos naturais a um desenvolvimento econômico, promovendo a criação de produtos reutilizáveis e duradouros, e contribuindo para o desenvolvimento sustentável.
O projeto engajou, ainda, outros membros da cooperativa, que participam de um curso de cabeleireira promovida pela própria organização.
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O Sistema OCDF-SESCOOP/DF participou, nos dias 21 e 22 de junho, do III Simpósio Distrital de Aquicultura. O evento foi organizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri) e ocorreu na sede da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), na Asa Norte. Os objetivos da realização deste ano foram organizar os produtores e incentivar o associativismo e o cooperativismo regional.
O sistema cooperativista brasiliense promoveu, dentro da programação do simpósio, o I Workshop Distrital de Cooperativismo na Aquicultura, momento no qual cooperativas de aquicultores já em atuação no Brasil apresentaram suas experiências e resultados ao público brasiliense.
O workshop foi aberto pelo presidente do Sistema OCDF, Remy Gorga Neto, que iniciou a atividade falando das origens do cooperativismo, comentando sobre os sete princípios do modelo de negócios, além da consolidação e magnitude do movimento os dias atuais. Remy também detalhou a organização do cooperativismo no Brasil, destacando o trabalho da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e também do Sistema OCDF.
Na sequência, foi apresentada à platéia a história da Cooperativa dos Aquicultores do Estado do Amazonas (Coopaquam), criada em fevereiro de 2020 na cidade de Rio Preto da Eva com o objetivo de adquirir grandes quantidades de ração das fábricas e distribuir para os cooperados, para diminuir o custo de produção.
O diretor administrativo da organização, Hélio Pontes, detalhou como a cooperativa iniciou suas atividades em meio à pandemia, o processo de formalização, o início das compras, em 2021, e como a organização vem crescendo expressivamente em volume de negócios e quantidade de cooperados. Hélio falou, também, sobre os desafios da aquicultura no maior estado do país, participação em compras publicas e planos de expansão de atividades em amadurecimento.

A diretora secretária da Cooperativa Aquícola Cana Brava (Aquibrava), Larissa Ramos, também compartilhou experiências com o público do evento. Agrônoma de formação, ela falou sobre a produção de tilápia no município goiano de Minaçu, onde a cooperativa é sediada, e como têm ocorrido, nos últimos anos, os investimentos e os esforços para promover o desenvolvimento da aquicultura no norte de Goiás.
Ao fim das apresentações, o presidente do Sistema OCDF avaliou positivamente a oportunidade de fomentar cooperativismo, assim como toda a realização do simpósio. Remy também comentou particularidades do Distrito Federal, como localização privilegiada, boa topografia e recursos hídricos em abundância. “O mercado consumidor da nossa capital é grande, de alto poder aquisitivo e tem interesse em pescados. Temos uma topografia boa, assistência técnica e uma série de fatores que favorecem o desenvolvimento da aquicultura. E o cooperativismo pode impulsionar essa atividade em nosso território. Estamos frente a um grande potencial e o caminho para alavancar essa prática no DF é incentivar os produtores. É uma atividade incipiente, mas que tem grandes possibilidades de dar certo”, pontuou Remy.
O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, Fernando Antonio Rodriguez, também comemorou a realização da terceira edição do evento. O chefe da pasta afirmou, ainda, que prevê boas oportunidades para o DF com o fomento à aquicultura e ao cooperativismo e assegurou que irá fortalecer ainda mais a parceria com o sistema cooperativista local.
“O Distrito Federal tem que ser uma vitrine. E para se construir essa vitrine é necessária uma boa qualidade no trabalho, fator que foi preponderante para a gente organizar e promover um evento dessa natureza. O Sistema OCDF, assim como os nossos demais parceiros, desempenha um papel importante e vai nos ajudar a incentivar o produtor brasiliense a entregar melhorias e desenvolvimento para o DF”, analisou.
Atualmente existem aproximadamente 580 aquicultores no Distrito Federal e cerca de 20 empresas que atuam como entrepostos, atacadistas e distribuidores de pescado, que em sua maioria beneficia matéria-prima exclusivamente de outras Unidades da Federação e não existe nenhuma Cooperativa de produtores de pescado no Distrito Federal.
O simpósio também teve o objetivo de promover troca de informações e discussões estratégicas de ações, além de dar visibilidade às demandas dos produtores rurais e tratar dos desafios para o futuro da aquicultura no Brasil.
Participaram do Simpósio Distrital de Aquicultura representantes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater), Universidade de Brasília (UnB), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/DF), Governo do Distrito Federal, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), O Sistema FAPE/SENAR-DF e Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério da Agricultura (Mapa).
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A boa relação entre o movimento cooperativista e o Banco Central do Brasil é de longa data. Seja para propor novos desafios e regulações ou para debater temas específicos, as duas entidades buscam por meio de rodadas de conversas, seminários e workshops as soluções mais viáveis para aumentar o protagonismo do coop, gerar prosperidade e fortalecer a economia nacional. Entre os dias 22 e 23 de junho o banco e os sistemas de crédito cooperativo realizaram o workshop Desafios e Práticas de Sucesso do Cooperativismo de Crédito – Intercooperação e Interesse pela Comunidade.
Os princípios cooperativistas de intercooperação (6º) e interesse pela comunidade (7º) estão presentes em parte expressiva de todos os ramos do movimento espalhados pelo país. No entanto, para impulsionar todo o potencial do Ramo Crédito, o Banco Central realizou o evento para instigar reflexões, ouvir as ações que já estão sendo aplicadas em defesa da atuação conjunta das cooperativas, bem como dos serviços e produtos oferecidos para as comunidades onde estão inseridas.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, participou da mesa de abertura e agradeceu o constante apoio do órgão e falou sobre os desafios das práticas de intercooperação. De acordo com ele, o assunto é discutido há anos em workshops, seminários e congressos, mas que a questão não é técnica. “Conversei com o Roberto Rodrigues e chegamos à conclusão de que, quando o tema é intercooperação, o discurso é sempre solidário e a prática solitária. Onde estamos errando? Temos que discutir, pois percebo que é muito mais um problema da própria antropologia humana do que técnico ou de processo. O cooperativismo é uma organização de gente e precisamos de lideranças menos solitárias”, afirmou.
Capacitação e formação foram exemplos de como sanar a questão levantados por Márcio Freitas. “Precisamos estudar e tenho trabalhado com o Sescoop a ideia de um curso de inovação no relacionamento social. Fiz um teste para mensurar um processo no Paraná e, com a utilização do celular, em 17 minutos minha mensagem chegou a mais de 2 milhões de aparelhos. Por que não usarmos isso para ter um relacionamento mais estreito com os cooperados, uma conversa franca? As parcerias vão acontecer de baixo para cima, não o contrário”, enfatizou. E reforçou que “é preciso construir uma solução de intercooperação, que não seja apenas uma ideologia do cooperativismo, mas também uma questão de economia e negócios”.
O presidente do Sistema OCB fez ainda um chamamento para o alcance da meta do Desafio BRC 1 Tri. “Nossa meta é ousada. Alcançar R$ 1 tri de movimentação financeira, 30 milhões de cooperados e 1 milhão de empregos gerados. Dá para chegar, basta termos mais ousadia e intercooperação.
CECO
No painel Esforços concretos da intercooperação no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), o integrante do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco), Marco Aurélio Almada, reforçou que a intercooperação é o caminho para ampliar os negócios, tornando os serviços financeiros cooperativistas cada vez mais procurados. “Os grandes bancos têm competência para ser universal, a nossa proposta (coop de crédito) é direcionada ao médio e pequeno. Nosso crescimento se justifica pelo alcance regional, capilaridade. Precisamos intercooperar por questões doutrinárias e também estratégicas”, pontuou.
Ele apresentou um apanhado histórico que demonstrou que grandes os bancos já se uniram durante a história para ampliar os negócios e atender mais pessoas. Almada insistiu que as parcerias e inovações são necessárias para garantir competitividade. "Os bancos, para construir competitividade, intercooperaram. Isso passa por três aspectos: segurança, interoperacionabilidade e ganho de economia de escala. Estes são os três grandes vetores que os bancos encontraram para aumentar a competitividade própria pela via da intercooperação", explicou.
Almada também fez uma contextualização sobre a intercooperação no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). “Percebemos que existe intercooperação entre nós, mas ela precisa ser organizada em dimensão nacional para entregar resultados concretos. Essas estratégias estão sendo discutidas exaustivamente no âmbito do Ceco”, salientou.
Ainda segundo ele, há oportunidades de implementação de ações que envolvem três processos: securitização de créditos, transporte de valores e numerários e grandes fornecedores de TI [Tecnologia da Informação]. “Já contratamos uma consultoria especializada, por meio da OCB e precisamos fazer contratos conjuntos para reduzir os custos de todos”, concluiu o representante do Ceco.
ESGCoop
A gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, apresentou o Programa ESGCoop, que está em processo de implementação. Ela explicou como é realizada a atuação política e institucional do Sistema OCB e sobre os três pilares estratégicos para aumentar a competitividade: representação, ESG e negócios, que estão alicerçados em dados de inteligência, evolução contínua, comunicação, geração de valor e foco nas pessoas. Tudo congregando a formação profissional, a promoção social e o monitoramento de oportunidades.
Sobre as estratégias ESG, a gerente disse que o cooperativismo já conta com as práticas de respeito ambiental, cuidado social e boa gestão, mas que estas precisam ser mapeadas em conformidade com os indicadores internacionais. Para que o movimento comande plenamente a pauta, ela defendeu a intercooperação entre os ramos. “Temos que somar nossos indicadores e transformar a pauta ESG em uma grande narrativa para vendermos o cooperativismo como o líder na transformação do capitalismo. Essa é a proposta do nosso ESGCoop e precisamos trabalhar para reduzir impactos, estruturar e manter o planeta vivo e as sociedades crescendo com menos desigualdade e com instituições coletivas mais fortes”, destacou.
Ela contou que dos 24 critérios de ESG, ela pode mapear dentre as exposições realizadas pelos sistemas e cooperativas independentes nos dois dias de workshop, ao menos 13 na cultura cooperativista como, por exemplo, a conformidade ambiental, o trabalho decente, e a segurança no trabalho. “Mapear as práticas do coop é o nosso objetivo número um, justamente para somá-las aos indicadores internacionais. “Temos um grupo de trabalho direcionado ao tema e faço aqui um convite para que mais cooperativas participem do diagnóstico”, complementou.
Na tarde de sexta-feira, 26 de maio, quarto dia da AgroBrasília, dezenas de pessoas lotaram o Auditório Buriti, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, para participar de uma Sessão Solene Da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) alusiva à 15ª edição feira. A cerimônia foi uma iniciativa do deputado Roosevelt Vilela e, além de destacar o potencial rural do Distrito Federal, foi marcada pelo relançamento da Frente Parlamentar Para o Desenvolvimento Rural.
O parlamentar, que também é presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo no DF (Frencoop/DF), explicou logo no início da solenidade o nome da Frente Parlamentar da CLDF voltada para a agricultura e pecuária, que na atual legislatura passou a se chamar “do Desenvolvimento Rural”, abarcando, assim, todos os fatores capazes de favorecer o desenvolvimento rural da região rural do DF.

Na sequência, Roosevelt tornou pública a destinação de emendas ao orçamento, de sua autoria, para beneficiar a população de áreas rurais do DF. O parlamentar anunciou a instalação de iluminação pública na região do PAD/DF, mais precisamente em um trecho de 2km entre os km 5 e 7 da rodovia que dá acesso ao Parque Tecnológico e à Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa/DF). Os recursos de emendas também serão empregados em cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS) e também em 13 escolas rurais que estão localizadas no território rural do Paranoá.
O presidente da Coopa/DF e também da AgroBrasília, José Guilherme Brenner, participou da mesa solenidade e agradeceu a parceria do Legislativo local para a realização da feira e para o desenvolvimento rural da região. O líder cooperativista falou ainda sobre o papel educativo, que anualmente atrai centenas de estudantes; a importância da geração de negócios; de transferir inovação e tecnologia; e, claro, destacou o papel da cooperação. "O cooperativismo é a razão do sucesso da AgroBrasília", afirmou Brenner.
A sessão foi encerrada após a entrega de Moções de Louvor, aprovadas pela CLDF, em reconhecimento ao trabalho de percussores da AgroBrasília, produtores rurais, organizadores da feira, além de trabalhadores da Emater, Secretaria de Agricultura, Senar-DF, e a membros do Batalhão Rural da PM e do Corpo de Bombeiros.