A Casa do Cooperativismo recebeu nessa quarta-feira (22) o presidente do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), Silvio de Moraes Vieira. Em reunião com o presidente Márcio Lopes de Freitas, ele relatou um pouco do atual cenário do setor de reciclagem na região e tratou das possibilidades de desenvolver projetos conjuntos com o Sistema OCB Nacional e a OCDF para os profissionais que atuam no setor. “Nosso objetivo é pensar em uma proposta estruturante que contribua para trazer ainda mais dignidade e renda aos trabalhadores dessa área que prestam um serviço de valor inigualável para a sociedade”, afirmou Vieira.
O dirigente destacou a importância das centrais Rede Alternativa e Centcoop que, juntas, agregam 30 cooperativas do setor, para salientar o quanto considera relevante a contribuição do Sistema OCB para o desenvolvimento de ações voltadas para expandir as possibilidades de atuação desses agentes, incluindo novos materiais no rol de resíduos comercializados pela coleta seletiva, melhoria da gestão e capacitação dos profissionais, bem como a incorporação de novas tecnologias que agreguem ainda mais valor ao serviço prestado. Outro ponto abordado por Vieira foi a implementação de iniciativas que aumentem a conscientização da população do DF para a importância da separação dos rejeitos que podem ser reciclados.
O presidente Márcio afirmou que o cooperativismo tem todo o interesse em contribuir na elaboração desses projetos e sugeriu de imediato a criação de um Grupo de Trabalho que envolva as três entidades (SLU, Sistema OCB e OCDF) para pensar em soluções e possibilidades que atendam à necessidade de aumentar a capacidade de reciclagem no DF. “Vamos pensar também em estudos que permitam uma análise mais apurada do mercado, para conhecermos melhor quem são os potenciais consumidores desses materiais, buscar alternativas de financiamento junto ao BNDES e outras propostas que ampliem a atuação das nossas coops nesse segmento”.
As 30 cooperativas de reciclagem do DF atuam, especialmente, na coleta, triagem, classificação e comercialização de resíduos secos como papel, papelão, plástico, metal e vidros. A Centcoop, por exemplo, agrega 21 cooperativas responsáveis por quase 50% das 45 mil toneladas de materiais recuperados ao ano e movimenta aproximadamente R$ 12 milhões por meio da comercialização conjunta.
O Sistema OCDF-SESCOOP/DF realiza no dia 25 de maio, durante a AgroBrasília, a segunda edição do Encontro do Ramo Agropecuário do Distrito Federal. O evento acontece a partir das 14h30 no auditório anexo do Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD/DF, área localizada às margens da BR 251, a cerca de 70 km da área central de Brasília.
A atividade irá conectar os membros de cooperativas do ramo agropecuário e também dirigentes do sistema cooperativista brasiliense com conteúdos apropriados para contribuir com o desenvolvimento rural do Distrito Federal. O especialista em transformação de pessoas e empresas Diego Nolasco é um dos convidados da atividade e irá falar sobre criatividade, liderança, inovação e cultura nas coops do agro.
Em outro momento, os participantes do encontro poderão acompanhar a apresentação de Luis Curado, que apresentará um panorama das organizações no âmbito da Rota da Fruticultura, iniciativa liderada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e que envolve diversas outras instituições, como o Sistema OCDF-SESCOOP/DF e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
O Plano Safra, outro assunto importante para o setor e cujo objetivo é fomentar a produção rural brasileira, também será abordado durante a realização do encontro. Quem irá falar sobre o tema é um representante do Sistema OCB, que acompanha a pauta e defende o fortalecimento da arquitetura da política de crédito e seguro rural.
Confira a programação
II Encontro do Ramo Agropecuário
14h30 | Abertura
14h45 | Apresentação institucional do SESCOOP/DF
15h10 | CLIC: criatividade, liderança, inovação e cultura nas
cooperativas do agro - Diego Nolasco
15h50 | Crédito Rural: Plano Safra
16h10 |Cooperativas agropecuárias na Rota da Fruticultura do DF - Luiz Curado
16h40 | Apresentação Superintendente do SESCOOP/DF - Carla Madeira
17h00 | Encerramento

Um grupo formado por 28 membros de cooperativas de reciclagem do Pará participou, entre os dias 8 e 10 de maio, de uma missão técnica na capital federal. A ação foi liderada pelo Sistema OCB/PA em parceria com o Sistema OCDF-SESCOOP/DF e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e conectou o grupo paraense com a realidade das coops de reciclagem que atuam no Distrito Federal.
O presidente do Sistema OCDF-SESCOOP/DF, Remy Gorga Neto, recepcionou a comitiva no auditório da OCB, na Asa Sul, e comentou sobre a satisfação em poder compartilhar, mais uma vez, o trabalho de excelência desenvolvido com as cooperativas locais. “Há tempos a gente faz um trabalho muito próximo das cooperativas de reciclagem aqui do DF, ajudando na melhoria de gestão, estimulando a organização e destacando a importância de agregar valor aos produtos. A gente fica feliz desse trabalho ser reconhecido em outras regiões do país, motivando que cooperados venham até o DF para conhecer”, afirma o dirigente.
Anteriormente, membros de cooperativas da Paraíba e do Rio de Janeiro também estiveram na capital para conhecer a realidade das organizações de reciclagem apoiadas pelo Sistema OCDF-SESCOOP/DF e suas respectivas atuações.
A superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, também participou da recepção da comitiva e destacou o cenário das coops de reciclagem da capital. “A atuação das cooperativas de reciclagem aqui do Distrito Federal é um modelo de referência que temos no Brasil. Estamos falando de um modelo sustentável, que deu certo e que está sendo amadurecido. A OCB e suas unidades estaduais estimulam as cooperativas brasileiras para que busquem referências e consolidem evoluções em suas estruturas. Não é preciso inventar a roda”, garantiu ela.
Ainda durante a recepção, os integrantes da comitiva assistiram a apresentações institucionais do Sistema OCB, do Sistema OCDF-SESCOOP/DF e da Central Rede Alternativa. Logo após, o grupo paraense deixou a sede da OCB com destino a Ceilândia, onde conheceu as instalações da Cooperativa Recicle a Vida.
No segundo dia, o grupo conheceu o aterro sanitário localizado em Samambaia e retornou a Ceilândia para visitar a Usina de Tratamento Mecânico Biológico do Serviço de Limpeza Urbana, onde cooperativas atuam, de forma independente, na triagem e separação de resíduos e, na parte da tarde, visitou a sede da Central de Cooperativas de Trabalho de Materiais Recicláveis (Centcoop), na Cidade Estrutural.
No último dia de viagem, a comitiva esteve presente na sede da cooperativa Ecolimpo e também nas instalações da Recicla Mais Brasil, localizadas nas regiões administrativas de São Sebastião e do Paranoá.
Durante a visita ao DF, o grupo paraense foi acompanhado pela técnica de operações do Sistema OCB/PA, Cynthya Aquino. Na avaliação dela, a permuta de conhecimentos e a imersão na realidade das cooperativas de reciclagem do DF irão ajudar a alavancar a atuação das coops paraenses, que buscam aprimorar, incessantemente, seus processos de gestão e comercialização.
O grupo contou, ainda, com apoio de colaboradores do Sistema OCDF e Sistema OCB durante a estadia na capital federal. Pelo sistema cooperativista brasiliense, acompanhou o grupo a coordenadora da área finalística, Poliane Torres, e a analista de Cooperativismo e Monitoramento do SESCOOP/DF, Samara Sousa. Pela entidade máxima do cooperativismo brasileiro, os cooperados foram apoiados pela gerente de Relações Institucionais, Clara Maffia, e pelo analista Alex Macedo.
As instalações da Central das Cooperativas de Trabalho de Catadores de Materiais do Distrito Federal (Centcoop), localizadas no Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR/DF), receberam na terça-feira, 9 de maio, a aula inaugural do projeto Tá na Horta. A iniciativa é desenvolvida pela Embrapa Hortaliças em parceria com o Sistema OCDF-SESCOOP/DF e conta, ainda, com o apoio da Universidade Católica de Brasília (UCB) e o financiamento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
O projeto foi iniciado em 2022 e ocorre até dezembro de 2024, está sendo desenvolvido de forma piloto e consiste na implementação de uma horta comunitária dentro da área de atuação da central de cooperativas. A estimativa inicial é de que a horta ocupe uma área de aproximadamente 500 m² e produza alimentos variados, oferecendo, dentro de alguns meses, segurança alimentar e nutricional para os catadores associados à central e suas respectivas famílias. Como o complexo ocupa um espaço de 80 mil m² às margens da Via Estrutural e compreende duas centrais de triagem e reciclagem (CTRs) e uma Central de Comercialização (CC), a horta tem grandes possibilidades de expansão.
O supervisor de transferência de tecnologia da Embrapa Hortaliças, Italo Ludker, explica que a aula inaugural é um momento fundamental para o andamento do projeto, pois contribuirá para a mensuração dos resultados alcançados. “É o momento em que vamos explicar toda a dinâmica para os participantes. Serão cinco módulos em que serão abordados os principais aspectos sobre técnicas agrícolas para a produção de hortaliças. Daqui também iremos ter um panorama sobre o conhecimento dos participantes. Saberemos se eles já têm alguma prática com o plantio e o cultivo de hortaliças e, mais importante, conheceremos a realidade nutricional de cada um e também de suas famílias. Vamos comparar esses dados com os do final do projeto para saber o tamanho da evolução de cada um após o início do consumo dos alimentos plantados”, comentou.
Com o desenvolvimento do projeto, a Embrapa também produzirá materiais que irão dar forma a um curso on-line e assim ajudar cooperativas e comunidades de outras regiões do país que tenham interesse em iniciar o cultivo de suas hortas.
A equipe que receber treinamento para realizar os cuidados diários na horta também irá adquirir conhecimento para aproveitar, na culinária, os alimentos cultivados. Além disso, os cooperados irão conhecer técnicas e meios para processar os alimentos e agregar valor às hortaliças e vegetais, gerando assim uma possível nova fonte de renda para os catadores de materiais recicláveis.
Com a implantação da horta, os alimentos poderão contribuir, também, para o preparo de refeições de um restaurante que a Centcoop quer instalar futuramente dentro do Complexo Integrado de Reciclagem. A estrutura utilizaria parte dos alimentos cultivados para ofertar uma alimentação de qualidade aos catadores que, diariamente, se revezam na separação e destinação correta do lixo.
O presidente do Sistema OCDF - SESCOOP/DF, Remy Gorga Neto, comemora o início das aulas do projeto e assegura que os resultados serão satisfatórios e contribuirão para a melhoria de vida e o bem-estar dos catadores e suas famílias.
O dirigente também aproveitou a oportunidade para ressaltar o trabalho desempenhado pelo sistema cooperativista brasiliense e elencou ações que estão sendo desenvolvidas para que o cooperativismo ganhe evidência e magnitude dentro do território brasiliense.


Centenas de pessoas estiveram reunidas na noite de quarta-feira, 15 de março, para comemorar oficialmente as cinco décadas de existência da Organização das Cooperativas do Distrito Federal (OCDF). A entidade iniciou suas atividades no dia 22 de março de 1973 e, desde então, trabalha diariamente para desenvolver e difundir o cooperativismo no território brasiliense, representando e defendendo os interesses das cooperativas para torná-las mais competitivas, respeitadas e admiradas pelo papel que desempenham na sociedade
Os caminhos percorridos durante o meio século de atuação foram lembrados durante a noite. O atual presidente da OCDF, Remy Gorga Neto, lembrou, no início do evento, da importância do trabalho desenvolvido por seus antecessores e disse estar honrado em estar à frente da organização em um momento tão especial.
Remy recordou o seu primeiro contato com a filosofia cooperativista, no interior do Rio Grande do Sul, o interesse por aprofundar conhecimentos na área e o trabalho que desenvolve desde o final da década de 1990 e que tem permitido que o modelo de vida proposto pelo cooperativismo seja mais evidente no Distrito Federal.
“Tenho gratidão de estar aqui hoje liderando o Sistema OCDF, uma entidade importante para todos nós. É uma satisfação colaborar na atividade profissional que escolhi, ter o apoio das cooperativas, o reconhecimento do trabalho que é desenvolvido por toda nossa equipe e, sobretudo, permitir com que o cooperativismo seja cada dia mais consolidado dentro do território do Distrito Federal”, afirmou o dirigente do sistema cooperativista local.

O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, acompanhou a realização do evento, teceu elogios ao sistema de cooperativas brasilienses e comentou acerca da importância da marca alcançada. “Cinquenta anos não é pouca coisa. É tempo para o surgimento de gerações, de fundamentos, de história e precisa ser celebrado”, afirmou o chefe do sistema cooperativista nacional em seu discurso.
Márcio falou ainda sobre os anseios da humanidade que, segundo ele, busca incansavelmente novas formas de relacionamento, novos meios de geração de negócios e novos caminhos para alcançar a prosperidade. “O cooperativismo, esse estilo de vida que vocês escolheram e estamos comemorando nesta noite, é a trilha para a prosperidade. Vocês têm conseguido apoiar um processo de transformação. Estão conseguindo dar respostas, permitindo o desenvolvimento coletivo e auxiliando no crescimento da economia, criando um ambiente de prosperidade não só para os cooperados, mas para onde as nossas cooperativas estão localizadas. Vocês têm feito a diferença para um DF e um Brasil melhores e isso é motivo para comemorar”, concluiu o dirigente.

A noite de celebração contou, ainda, com um momento de reconhecimento das cooperativas do Distrito Federal. Atualmente, o território brasiliense conta com 103 cooperativas registradas. Juntas, essas instituições somam mais de 236 mil cooperados que estão distribuídos no Ramo Saúde; Ramo de Consumo; Ramo de Trabalho, Produção de Bens e Serviços; Infraestrutura; Agropecuário e Transporte.
O evento também foi palco de homenagens às personalidades que diariamente contribuem para a evolução do cooperativismo do Distrito Federal, como a deputada federal Bia Kicis e o deputado distrital Roosevelt Vilela. Ambos falaram da importância do cooperativismo para o futuro do Distrito Federal e reafirmaram o compromisso de atuar em defesa e pela evolução do movimento na capital federal.

Além de dirigentes, cooperados e colaboradores de cooperativas do DF, também acompanharam o evento dirigentes e colaboradores da OCB e de unidades estaduais do todo o Brasil. Estiveram presentes, ainda, o presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Fernando Brites, e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPE-DF) e do Conselho Deliberativo do Sebrae no DF, Fernando Cezar Ribeiro e Giselle Ferreira de Oliveira, da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal, filha de Gilberto Ferreira de Oliveira, ex-dirigente do Sistema OCDF.

As contribuições do coop para a agricultura familiar, combate à fome e valorização dos agentes ambientais (antigamente chamados de catadores) foram temas de reunião entre o Sistema OCB e o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Osmar Júnior, nesta segunda-feira (20). A pasta é estratégica, uma vez que é responsável pela Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, pela Política Nacional de Desenvolvimento Social, pela coordenação do Grupo Gestor do Programa Alimenta Brasil, além da aprovação dos orçamentos gerais do Serviço Social do Transporte (Sest).

Para fomentar a agricultura familiar, a principal sugestão do Sistema OCB é garantir, por meio de regulamentações e na Lei Orçamentária Anual (LOA), a continuidade das compras governamentais de produtos desses produtores. Para isso, a entidade destacou a importância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e de outras modalidades de contratação pública com foco na produção sustentável.
“As cooperativas do Ramo Agro já estão alinhadas às boas práticas ambientais em seus processos desde o cultivo até a industrialização de alimentos. Sabemos do nosso importante papel como instrumentos para operacionalizar as políticas públicas, gerar economia de escala e agregar valor à produção dos pequenos produtores rurais. Pretendemos continuar contribuindo cada vez mais”, destacou a superintendente Tania Zanella.
As cooperativas do agro são responsáveis pela produção de 53% da safra nacional de grãos. Essa presença relevante na cadeia produtiva pode e deve ser utilizada para ações de combate à fome, salientou Tania. “Elas promovem a capilaridade em redes produtivas de hortifrúti e tantas outras de origem animal e vegetal. O Brasil é ator-chave para a segurança alimentar mundial e isto também passa pelo cooperativismo”.
A superintendente defendeu ainda a organização de produtores rurais cooperativistas como forma de fortalecer o poder de escala das coops e atuação no mercado, desde a produção de insumos até a comercialização, passando também pela industrialização e armazenagem dos produtos agropecuários.
Reciclagem
O Sistema OCB congrega 97 cooperativas de reciclagem que reúnem cerca de 4 mil catadores de materiais. A inclusão deles nas políticas públicas de distribuição de renda e habitação também foram abordadas na reunião. “Os catadores precisam estar no rol de beneficiários priorizados nessas políticas voltadas para a população em vulnerabilidade, por meio do Cadastro Único. A relevância destes profissionais para que a Política Nacional de Resíduos Sólidos seja efetiva é inquestionável. Eles precisam ser reconhecidos por estes programas, pois, além do excelente papel de proteção ambiental, eles trabalham muitas vezes em ambientes insalubres, com baixa segurança e remuneração instável”, explicou Tania.
Natural do Piauí, Osmar Júnior é advogado e já exerceu cargos públicos como vice-governador, deputado federal, secretário de governo, secretário de Transportes de Teresina, vereador, e presidiu a Fundação Cultural do Piauí. Ele parabenizou a atuação do cooperativismo brasileiro na inclusão social e na distribuição de renda e disse que as sugestões do Sistema OCB serão acolhidas no escopo das políticas públicas da pasta.
“O cooperativismo é uma ótima ferramenta para a inclusão produtiva e geração de renda. Vamos considerar as contribuições do setor na formulação de políticas públicas que preconizam a redução das desigualdades sociais e combate à fome. Fiquei muito animado em saber mais sobre a organização das cooperativas em diversos segmentos, como reciclagem e agricultura familiar”.
O presidente do Sistema OCDF-SESCOOP/DF, Remy Gorga Neto, concedeu entrevista ao CONTECast, podcast produzido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (CONTEC).
Remy iniciou citando como exemplo a França, Canadá, Holanda e a Alemanha, países onde o cooperativismo financeiro ostenta dados expressivos. Em seguida, falou sobre o bom momento do setor no Brasil, que tem se consolidado cada vez mais como uma opção viável, segura e financeiramente rentável para os brasileiros que buscam uma alternativa ao sistema financeiro convencional. “As cooperativas de crédito, hoje, são responsáveis por fornecerem serviços e produtos a micro e pequenos empresários em várias regiões do nosso país. E essa capilaridade faz com muitas instituições cooperativas estejam presentes em municípios que sequer têm a agência de algum banco convencional”, pontuou.
Em outro momento da entrevista, o presidente da OCDF esclareceu as diferenças entre o cooperativismo de crédito e o sistema financeiro tradicional, além de defender a segurança que circunda as cooperativas. Essas organizações contam com a mesma proteção dada aos clientes das demais instituições financeiras, seguem as regras do Conselho Monetário Nacional, são fiscalizadas pelo Banco Central e asseguradas pelo FGCoop, o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, uma solução criada para fortalecer o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e que funciona como uma espécie de seguro, caso ela não consiga honrar seus compromissos financeiros.
Confira a entrevista completa em nosso canal no YouTube.
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal e Entorno (Centcoop) promoveu um evento especial na manhã da última sexta-feira, 10.
A atividade foi realizada em parceria com o Sistema OCDF-SESCOOP/DF e reuniu as cooperadas de organizações associadas à Central com o objetivo de homenagear e reconhecer a importância, a coragem, a força e a sensibilidade que cada uma delas reúne para contribuir com o avanço do trabalho da Central e na construção de um mundo cada vez mais justo, digno e repleto de amor e paz.
Cada mulher presente pôde conversar, conhecer outras participantes, expressar sentimentos, além de transmitir mensagens de empoderamento e encorajamento. Em seguida, as participantes acompanharam uma palestra apresentada pela mentora, empresária e escritora Marcela Brito, sobre o tema “Mulheres & Sustentabilidade”.
Houve, ainda, sorteio e distribuição de brindes.

O Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC), programa desenvolvida no Distrito Federal por meio da atuação do Sistema OCDF-SESCOOP/DF, foi destaque de reportagem produzida pelo Canal AgroMais, pertencente ao Grupo Bandeirantes.
A reportagem detalhou a rotina da Cooperativa de Agricultura Familiar Mista do Distrito Federal (Coopermista), fundada há sete anos e que recebeu, no mês de fevereiro, um troféu de reconhecimento pela participação no Ciclo 2022 do PDGC, concedido pelo sistema cooperativista brasiliense. Atualmente a Cooperativa reúne um total de 110 agricultores familiares que produzem frutas, verduras e legumes. Parte dessa produção tem como destino o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Programa Alimenta Brasil (PAB) e o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF), políticas públicas criadas pelos governos distrital e federal visando a aquisição de alimentos e hortaliças da agricultura familiar para uso na alimentação da rede pública de ensino.
Uma outra parcela de alimentos produzidos pela cooperativa é destinada ao Programa Cesta Verde, uma solução do Governo do Distrito Federal que distribui alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Ivan Engler, presidente da cooperativa, da Central Unium - primeira Central de Cooperativas do Agro do DF/RIDE -, e também diretor administrativo da OCDF, destacou ao canal que o amadurecimento e a adoção de boas práticas de gestão e de governança foram fundamentais para o crescimento da organização e a participação nos contratos públicos. “Com a assessoria oferecida pelo Sistema OCDF-SESCOOP/DF, recebemos a visita de técnicos para ver o que estávamos fazendo e apontar o que poderia melhorar. Tivemos um resultado muito bom, melhorando nos pontos em que estávamos com dificuldade e potencializando o que já estava dando certo”, contou o dirigente.
A reportagem evidenciou as vantagens de ser associado à uma cooperativa como a Coopermista, que facilita a aquisição de insumos, o escoamento da produção, o acesso a novas tecnologias e ferramentas e também a assessoria técnica especializada.
Para saber mais sobre o PDGC, acesse pdgc.somoscooperativismo.coop.br

A Sicoob Credijustra inaugurou em Goiânia a sua mais nova agência de atendimento ao público. O espaço é o 13º ambiente físico da cooperativa e está instalado em um coworking localizado no Setor Oeste da capital goiana que, diariamente, incentiva o empreendedorismo, a criatividade, a inovação e a colaboração. O objetivo da cooperativa é, além de ofertar no local produtos e serviços financeiros de qualidade, proporcionar uma nova experiência a seus cooperados.
Presidente da Sicoob Credijustra e vice-presidente do Sistema OCDF-SESCOOP/DF, Alexandre Machado assegura que a inauguração da agência é de extrema importância para o crescimento da cooperativa, já que a organização tem planos para desenvolver diversas ações dentro no novo espaço. “Mais do que ter uma agência, um novo espaço físico, essa iniciativa é o começo de um processo que irá estimular a geração de negócios, oferecer vantagens e melhores experiências para quem já é nosso cooperado e vislumbrar a associação daqueles que diariamente frequentam o coworking”, afirma.
Graças à parceria, a agência conta com auditório e salas de reuniões, além de outras estruturas que um espaço coworking pode oferecer para impulsionar a criatividade, a conexão entre pessoas e a geração de novos negócios.
Alexandre conta, ainda, que a ideia de abrir um espaço em Goiânia é fruto das melhorias de gestão que estão cada vez mais evidentes dentro da estrutura da cooperativa. “Nós estamos conseguindo mudar de nível com a participação contínua no PDGC (Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas) e com isso surgem novas demandas. Com o crescimento da cooperativa, vem a necessidade de expansão e a projeção de um número mínimo de associados por unidade da federação que, quando alcançado, configura para nós que é possível a abertura de uma agência física”, acrescenta.
O objetivo da cooperativa é continuar expandindo a sua atuação em parceria com espaços coworking e também com outras entidades. A diretoria da organização acredita que, adotando estratégias nesse sentido, conseguirá manter atendimentos físicos e também digitais. O relacionamento da cooperativa tem tido aumento expressivo nos últimos anos, sobretudo em plataformas digitais, alcançando cerca de 9 mil cooperados a cada mês do último ano.
Um acordo para a inauguração de um ambiente semelhante em Brasília já está sendo colocado em prática e a inauguração ocorrerá já nos próximos meses.
A Sicoob Credijustra
A Sicoob Credijustra é a cooperativa de crédito que nasceu no Judiciário Trabalhista. Além de atender órgãos da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho no território nacional, é responsável por atender aos órgãos do Poder Judiciário Federal e do Ministério Público da União no Estado de Santa Catarina. Em 2019, a cooperativa passou a ser de livre admissão nos estados do Pará; Distrito Federal; municípios no Estado de Goiás e alguns municípios no Estado de Minas Gerais.
Onde é a agência?
A nova unidade da cooperativa é uma parceria com o Stay Coworking e está localizada na Rua 22, número 431, Setor Oeste, Goiânia (GO).