Na tarde do dia 27 de junho de 2024, Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DF, foi recebido pelo deputado Eduardo Pedrosa em seu gabinete para discutir o Projeto de Lei que estabelece critérios de relacionamento entre o Distrito Federal e as cooperativas de catadores de material reciclável. O projeto, de autoria do Deputado Pedrosa, visa garantir que as cooperativas de catadores sejam reconhecidas como as legítimas detentoras dos materiais recicláveis que coletam, triem ou processam.
Durante o encontro, Remy Gorga Neto parabenizou o Deputado pela iniciativa, destacando a importância do projeto para fortalecer a posição das cooperativas de catadores no DF. "Este projeto de lei é um passo significativo para garantir direitos e valorização às cooperativas de reciclagem, promovendo justiça social e sustentabilidade," afirmou Remy.
Remy Gorga também solicitou que o projeto passasse por um maior debate, incluindo a participação de todas as lideranças do cooperativismo de reciclagem e da OCB/DF, para assegurar que a legislação atenda amplamente aos interesses das cooperativas. O Deputado Pedrosa acolheu prontamente o pedido, enfatizando a importância da colaboração para aprimorar o projeto de lei. "A participação das cooperativas e da OCB/DF é fundamental para que possamos garantir conquistas justas e abrangentes para todos os envolvidos," destacou o deputado.
O Sistema OCB/DF marcou presença no 3º Congresso Internacional Cidades e Lixo Zero, realizado nos dias 25, 26 e 27 de junho, no Museu Nacional da República. O evento teve como foco principal discutir estratégias práticas e inovadoras para promover a sustentabilidade urbana, minimizando impactos ambientais para fomentar uma economia mais verde.
Durante o congresso, o Sistema OCB/DF apresentou como as cooperativas de reciclagem estão presentes na superação de desafios ambientais urbanos. Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DF, foi um dos palestrantes e abordou a contribuição significativa das cooperativas na gestão de resíduos e na promoção de práticas sustentáveis. "Em meio a desafios ambientais crescentes, as cooperativas surgem não apenas como solução, mas como uma necessidade para o futuro sustentável de nossas cidades. Nosso compromisso com a gestão de resíduos é uma missão para viabilizar um ambiente urbano mais limpo e justo para todos. A integração das cooperativas neste esforço não só otimiza processos, mas também fortalece as comunidades’’, ponderou Remy.
Já Samara Sousa, analista do Sistema OCB/DF, apresentou os programas Reciclacoop e Negócioscoop, que buscam fortalecer e organizar as cooperativas de catadores, elevando a eficiência da reciclagem. Em sua intervenção, Samara, junto com o mestre em economia Luiz Roberto Pires Junior, explorou o tema "Pagamento por Serviços Ambientais", discutindo como essa prática pode servir como um incentivo para a conservação ambiental e proporcionar uma remuneração justa aos prestadores de serviços vitais para a sustentabilidade.
A terceira edição do Congresso Internacional Cidades Lixo Zero aconteceu no Museu da República, em Brasília, a partir do tema "Acordo Social - Um Caminho para Transformar Cidades’’. O encontro reuniu especialistas de diversos países que compartilharam suas experiências nas práticas de lixo zero.
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do Distrito Federal anunciou mudanças significativas na metodologia para os contratos de reciclagem, atendendo às principais reivindicações dos catadores de materiais recicláveis. A decisão foi comunicada em uma reunião recente, no dia 20 de junho, com a presença de representantes do Sistema OCB/DF, dirigentes de cooperativas de reciclagem e representantes do SLU. A nova metodologia é resultado de um diálogo contínuo que vem sendo realizado com o governo federal há alguns meses.
Uma das demandas mais urgentes dos catadores era a alteração na forma de contratação. Inicialmente prevista para ocorrer por chamamento público, a metodologia será agora por contratação direta, conforme solicitado pelos representantes das coops de reciclagem. Este ajuste visa garantir maior segurança e estabilidade para as cooperativas envolvidas no processo de reciclagem.
Outro ponto crucial levantado pelos catadores dizia respeito à comercialização do material reciclável. O SLU decidiu remover a comercialização da base de cálculo para os valores dos contratos, um avanço que responde diretamente às preocupações dos profissionais sobre a viabilidade econômica das cooperativas. Agora, os contratos não considerarão mais o valor da comercialização, focando unicamente no serviço prestado.
A questão da regionalidade das cooperativas também foi abordada. Anteriormente, o edital previa contratações por bacia, o que poderia desrespeitar a territorialidade e aumentar os custos operacionais para as cooperativas. O SLU atendeu essa reivindicação, ajustando o modelo para respeitar a regionalidade das cooperativas. A remuneração será baseada na tonelada de material triado, e não mais na tonelada comercializada, como estabelecido anteriormente.
O SLU está agora em fase de ajustes finais no edital para emitir um aviso de chamamento conforme o novo modelo proposto. Os detalhes técnicos ainda estão sendo refinados, mas as premissas básicas do novo contrato foram apresentadas na reunião, e abrem caminho para um modelo de reciclagem mais justo e eficiente no Distrito Federal.
Na última quarta-feira, 19 de junho, o Sistema OCB/DF intensificou seus esforços para assegurar que a reforma tributária em andamento contemple as especificidades do cooperativismo. Representantes do Sistema OCB/DF visitaram os gabinetes de deputados federais pelo Distrito Federal, visando garantir apoio para que a regulamentação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), previstos no PLP 68/2024, inclua um regime específico para os diferentes ramos do cooperativismo.
O PLP 68/2024 é um tópico da reforma tributária brasileira, destinada a modernizar o sistema de impostos sobre bens e serviços, buscando simplificação e racionalização. Para o Sistema OCB/DF, é fundamental que essa reforma reconheça e apoie as particularidades das cooperativas, garantindo-lhes um tratamento adequado no novo regime tributário.
Durante as visitas, os representantes do Sistema OCB/DF foram recebidos pela Deputada Federal Bia Kicis, que reafirmou seu compromisso com o cooperativismo tanto no Distrito Federal quanto no Brasil.
A delegação também foi recebida pelo Deputado Federal Alberto Fraga, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Fraga reafirmou seu alinhamento com as causas cooperativistas e destacou a importância de defender o ato cooperativo no contexto da reforma tributária.
Sistema OCB/DF e cooperativas de reciclagem reúnem-se com o GDF para discutir melhorias para o setor
Na tarde desta quarta-feira, 12, o Sistema OCB/DF, juntamente com representantes de vinte cooperativas de reciclagem do Distrito Federal, reuniu-se com autoridades do governo local para discutir importantes melhorias para o setor. O encontro contou com a presença do presidente do Sistema OCB/DF, Remy Gorga Neto, da vice-governadora do DF, Celina Leão, do presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Silvio de Morais Vieira e de dirigentes das coops de reciclagem do DF.
A reunião teve como principal pauta o edital de coleta seletiva do Distrito Federal, que atualmente apresenta várias questões problemáticas para os profissionais da reciclagem. Os catadores expressaram a necessidade de uma remuneração justa que não dependa exclusivamente do valor dos materiais coletados, argumentando que os preços praticados atualmente não cobrem suas despesas básicas. Eles defendem que devem ser remunerados pelo serviço que prestam, já que, historicamente, os materiais recicláveis coletados são de propriedade de quem os coleta.
Um ponto crítico levantado durante a discussão foi a dispensa das cooperativas de participarem de processos licitatórios, o que elimina a necessidade de competição entre elas. Atualmente, existem 41 organizações de catadores de recicláveis no Distrito Federal, mas o edital prevê a contratação de apenas 30, o que exclui muitas delas do processo formal. Os representantes das cooperativas argumentam que é essencial iniciar a transição completa da coleta seletiva para as cooperativas, com o apoio governamental.
Outro aspecto destacado foi a questão da territorialidade, onde o edital prevê a contratação com base em bacias, mas não respeita a regionalidade de cada cooperativa, o que pode levar a uma cooperativa a atuar fora de sua região de origem, aumentando significativamente seus custos operacionais.
As cooperativas saíram do encontro com a promessa de que o SLU realizará um novo estudo, revisando totalmente a abordagem atual. O presidente do SLU, Silvio de Morais Vieira, garantiu que questões como a das bacias serão resolvidas e que em breve será possível apresentar uma nova proposta à categoria.
Segundo Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DF, a entidade está empenhada em garantir que todas as cooperativas de reciclagem do Distrito Federal tenham condições justas e dignas de trabalho. ‘‘É fundamental que o edital de coleta seletiva seja revisado para incluir todas as cooperativas, respeitando suas territorialidades e garantindo uma remuneração justa pelo serviço prestado. Acreditamos que, com o apoio do governo, podemos transformar a coleta seletiva em um processo mais eficiente e sustentável para toda a comunidade’’, ponderou Remy, na saída da reunião.
No dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Reciclagem, o Sistema OCB/DF promoveu um encontro voltado para o ramo de trabalho, com foco nas cooperativas de reciclagem. O objetivo do evento foi divulgar os resultados do projeto realizado em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para fortalecer a cadeia produtiva da reciclagem no Distrito Federal. Além disso, uma oficina de cooperação foi realizada para levantar as necessidades das cooperativas deste ramo.
De acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, a abrangência do serviço de coleta seletiva no Brasil vem crescendo nos últimos anos, com cobertura estimada de 38,1%. O aumento desses índices de recuperação de materiais é viabilizado por trabalhadores, muitas vezes pouco valorizados e reconhecidos. O Brasil possui mais de 1.600 entidades do setor de materiais recicláveis e cerca de 35 mil integrantes, responsáveis pela coleta de 35,2% dos resíduos sólidos recolhidos no país, demonstrando a representatividade das cooperativas e associações.
Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DF, abriu o encontro reforçando as várias ações para desenvolver cada vez mais as cooperativas de reciclagem. "Esse é um momento muito importante porque, dentro de todo esse trabalho que temos feito, identificamos a necessidade de um estudo mais aprofundado da cadeia da reciclagem no Distrito Federal. Com esse estudo, poderemos ter direcionamentos e embasamentos para projetos futuros, principalmente para instrumentalizar e equipar as cooperativas, agregando valor ao produto e gerando mais renda para os recicladores", pontuou Remy.
Quem esteve presente no evento foi a Deputada Federal Bia Kicis, que em seu primeiro ano da primeira legislatura realizou um aporte de 700 mil reais para o projeto. ‘‘Resolvi investir nas cooperativas porque esse é um modelo libertador para todos aqueles que abraçam o trabalho sustentável. Quando queremos crescer, precisamos estudar e buscar informação e por isso entendi a importância deste projeto. Quero reforçar que meu gabinete está aberto para todos, para que possamos continuar compartilhando sobre este trabalho’’, reforçou a deputada.
Já Fabiola Motta, gerente geral do Sistema OCB Nacional, elogiou o projeto e a iniciativa do Sistema OCB/DF em realizá-lo. "Esse é um projeto sensacional, com muitos parceiros que reconhecem a importância das cooperativas de reciclagem. Estamos trabalhando com vocês para melhorar a gestão, o mercado e a agregação de valor, visando que as cooperativas cresçam cada vez mais e sejam exemplos para todo o Brasil. É a partir desta proposta que surge o NegóciosCoop para reciclagem, para trabalhar o quadro social, a gestão, com consultorias especializadas para crescer e profissionalizar cada vez mais. Esse piloto aqui no DF mostra para o resto do Brasil como o Cooperativismo de Reciclagem pode ser’’, celebrou a gerente geral.
Diagnóstico e Soluções
O estudo apresentado envolveu diagnóstico, missão internacional, soluções e plano de ação. Apesar do DF ter uma cobertura de quase 100% da coleta seletiva no território, apenas 40% de todo o trabalho é realizado por cooperativas. O objetivo do Sistema OCB/DF é incentivar que todo o processo de reciclagem seja realizado por cooperativas, pois já foi demonstrado que o trabalho da coletiva seletiva é muito mais eficaz do que quando realizado por outras empresas.
O Plano de Fortalecimento e Desenvolvimento das Cooperativas de Reciclagem do Distrito Federal tem uma importância significativa para o segmento, de acordo com dados do Sistema OCB/DF, traz um norteamento das principais necessidades das cooperativas para alcançar a emancipação financeira e organizativa dos empreendimentos. O plano incluiu uma varredura nos gargalos da reciclagem para conhecer a realidade do segmento, permitindo um levantamento e diagnóstico das potencialidades de cada cooperativa. "Com isso, Brasília tende a ganhar bastante, aproveitando melhor o seu material reciclado, aterrando menos e melhorando a economia de todas as cooperativas’’, ponderou José Orlando, engenheiro da GEASA, empresa contratada para desenvolver o estudo, em parceria com o Sistema OCB/DF.
Natália Assumpção, também da GEASA Engenharia, complementou: "O plano fez um levantamento completo das cooperativas, estudando suas potencialidades e propondo investimentos para melhorar a produtividade, a qualidade e a eficiência do trabalho com material reciclável. O objetivo é gerar melhorias econômicas, ambientais e sociais’’. A profissional destacou também uma parte do estudo que mostra as variações significativas nas rendas médias das cooperativas, que vão de R$400 a R$2.750 reais por mês. "Um estudo desta profundidade é capaz de promover um pré-dimensionamento das soluções, estabelecendo condições mínimas desejáveis para cada etapa de gestão, coleta, produção, comercialização e aspectos socioambientais, visando melhorar as condições das cooperativas e valorizar os produtos e serviços prestados", explicou. Ao final, Samara Sousa, coordenadora de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/DF, apresentou as ações que já estão sendo implementadas para melhoria da cadeia produtiva da reciclagem no DF e ressaltou a importância da cooperação entre as Centrais para fortalecimento do segmento e acesso ao mercado.
Oficina de Cooperação
No período da tarde, cooperativistas participaram de uma oficina que discutiu os anseios e demandas das cooperativas. Denise Cavalcanti e Fábio Brotto, fundadores do projeto Cooperação – Soluções Cooperativas para um Mundo em Transformação, conduziram as dinâmicas. Segundo Fábio, ‘‘o objetivo de um encontro como esse é tornar a vida na terra melhor do que a encontramos. As coops de reciclagem nos auxiliam a enxergar o lixo como uma riqueza. É um problema que está sendo tratado de um jeito diferente. Para isso, precisamos ampliar a nossa visão limitada ‘egológica’ para uma visão ecológica. Uma visão que envolva toda a comunidade. Saltar de uma visão separada para uma visão integrada, para potencializarmos ainda mais a nossa produção e a nossa qualidade de vida nas cooperativas e no Sistema como um todo. É isso que está no campo: quais avanços podemos fazer juntos? O convite é ampliar a visão e juntar tudo o que pudermos’’, finalizou.
No último dia 21 de maio, durante a AgroBrasília, foi inaugurada a Casa do Cooperativismo. O evento reuniu dezenas de cooperativistas, dirigentes e autoridades, celebrando um novo marco para o cooperativismo na região. O espaço, que conta com salas de treinamento e capacitação, funcionará permanentemente, proporcionando um ambiente dedicado ao desenvolvimento e fortalecimento das cooperativas do Distrito Federal.
Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DF, celebrou a inauguração como um passo decisivo para o movimento no DF. “A inauguração da Casa do Cooperativismo representa mais do que um novo espaço físico; é um símbolo de nosso compromisso contínuo com o crescimento e a inovação no cooperativismo. Este local será um epicentro de aprendizado, troca de experiências e desenvolvimento, não apenas para o ramo agropecuário, mas para todas as cooperativas do Distrito Federal. Estamos entusiasmados com as possibilidades que se abrem a partir de agora e confiantes de que este espaço contribuirá significativamente para o fortalecimento do nosso movimento”, ponderou o presidente durante a abertura.
Rafael Bueno, Secretário de Agricultura do DF, esteve presente representando o governador Ibaneis Rocha e destacou a importância da nova estrutura. “Esse espaço abre um novo momento dentro da AgroBrasília. Até então nós tínhamos os estandes móveis. Fixos eram dois restaurantes e o estande da concessionária. Esse ano nós vemos, inclusive com recursos parlamentares, diversas construções que vão permanecer aqui e que mostram que a feira veio para ser um farol para a região, para o Brasil e para o exterior. Cada ano mais envolvidos com as temáticas do Agro. Parabéns a todos”, comemorou o secretário.
Representando o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes, Tânia Zanella, superintendente do Sistema OCB, exaltou o impacto transformador das cooperativas e recordou as diretrizes aprovadas durante o 15º CBC, realizado na primeira quinzena de maio. “O que o DF entrega hoje é uma mostra do que as cooperativas daqui estão fazendo e apresentando para o Brasil como um todo. Isso tudo é o poder de transformar pequenos negócios em algo forte, robusto, que realmente valha a pena. Essa é a força do cooperativismo e estamos muito orgulhosos desse feito. Na última semana, estivemos reunidos no 15º CBC e lá definimos diretrizes estratégicas para os próximos anos, entre elas reforço a importância da intercooperação e da construção de espaços de trocas. Este aqui com certeza é um local que leva essas aprovações para a prática”.
José Guilherme Brener, presidente da AgroBrasília e da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), reforçou a confiança e
o valor do cooperativismo. “O cooperativismo é confiança. Esse é um caminho que dá frutos e que já provou a força e as possibilidades que oferece tanto para quem é cooperativista como quem usufrui dos serviços oferecidos. A maior parte de quem trabalha neste ramo vem de pequenos produtores e isso significa confiança. A inauguração de um espaço como esse demonstra o avanço do coop no DF nos últimos anos. Com trabalho árduo e persistência, chegaremos muito longe’’, pontuou.
Por fim, o deputado federal Roosevelt Vilela também expressou seu apoio à causa cooperativista. “Contem com a Frente pelo Cooperativismo da Câmara dos Deputados. Estamos aqui para defendê-los nacionalmente e apoiá-los para que o cooperativismo cresça ainda mais, de forma organizada, transparente e contínua”.
A inauguração contou ainda com a presença da Conselheira de Administração do Sescoop/DF, Elza Cançado, do Conselheiro de Administração da OCB/DF, Ivan Enfler, do Superintendente do Sistema OCB/GO, Jubrair Caiado e representantes de cooperativas do Distrito Federal.
A Casa do Cooperativismo será um ponto de referência para cooperativas de diversos ramos, impulsionando a integração, a capacitação e o desenvolvimento sustentável dos negócios cooperativistas.
Nesta quinta-feira (16), o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC) terminou após um dia repleto de emoções, decisões estratégicas e visões para o futuro. Com a priorização das diretrizes estratégicas, foi possível delinear os próximos cinco anos de ação do movimento cooperativista. Dentre as 100 propostas priorizadas e discutidas durante as sessões temáticas, congressistas aprovaram 25, que vão orientar o planejamento estratégico do Sistema OCB para o período de 2025 a 2030.
As propostas foram avaliadas com base em critérios de impacto e urgência, e as duas com maior pontuação, para cada tema, foram consideradas prioritárias, além das cinco mais votadas após a escolha das vinte primeiras, independente do tema. Os eixos abordados foram Comunicação, Cultura cooperativista, ESG, Inovação, Intercooperação e Negócios.
Com a condução da superintendente do Sistema OCB, Tânia Zanella, e do consultor da Falconi, Rodrigo Rodrigues, os congressistas votaram de forma democrática, atribuindo notas de 1 a 5, de acordo com suas prioridades, ao grupo de dez propostas por tema definidas no segundo dia. Foram escolhidas, então, duas propostas de cada. Outras cinco foram eleitas por terem sido as mais votadas entre as restantes, independente do tema.
Esse processo, inclusivo e participativo, refletiu o compromisso do movimento em envolver seus membros na definição de metas e diretrizes para o futuro. As pontuações foram determinadas de acordo com cada critério e com destaque para as duas com mais pontos em cada tema trabalhado durante o congresso. Em todas as áreas, as diretrizes foram definidas com base nas palestras e debates realizados também durante o segundo dia do congresso.
Na área de Comunicação, os congressistas destacaram a importância de um alinhamento do discurso para atingir todos os públicos de forma eficaz, acessível e inclusiva, bem como a realização de ações de sensibilização e engajamento da comunidade escolar.
Já as relacionadas à Cultura Cooperativista visam a difusão do cooperativismo na educação formal brasileira em todos os níveis e a promoção da formação de lideranças como promotores e multiplicadores dos princípios e benefícios oferecidos pelo movimento.
No âmbito do ESG (Ambiental, Social e de Governança), foram delineadas diretrizes para comunicar à sociedade os impactos positivos das ações ambientais realizadas pelas cooperativas; promover a educação ambiental dos cooperados e colaboradores; aprimorar as qualificações das lideranças em gestão e tomada de decisão baseada em dados; promover a sucessão nas cooperativas; e realizar estudos que demonstrem os benefícios e impactos que a presença das cooperativas garantem para o desenvolvimento social das comunidades onde estão inseridas.
O tema da Inovação destacou a necessidade de aumentar a disseminação das soluções oferecidas pelo Sistema OCB e de promover a prática da intercooperação como ferramenta para potencializar novas ideias e reduzir custos com tecnologia nas cooperativas.
Para a Intercooperação, as estratégias incluem a capacitação de lideranças e equipes para desenvolver uma mentalidade orientada às necessidades dos clientes, com foco na agregação de valor; a expansão do uso de novas tecnologias para gerar automação, ganho de eficiência e crescimento dos negócios; e a promoção de ações de educação e conscientização que destaquem os benefícios econômicos e sociais do cooperativismo como modelo de negócios estável.
No campo dos Negócios, o foco ficou em ampliar a conscientização para o consumo dos produtos e serviços oferecidos pelas cooperativas dentro do ecossistema do movimento e na realização de eventos para fortalecer a intercooperação entre os diferentes ramos de atividades e cooperativas.
E, por fim, as definições do campo Representação ressaltaram a importância de ampliar o relacionamento com os Três Poderes, incluindo o Ministério Público e os Tribunais de Contas; de defender soluções para a transformação digital e as fontes de financiamento das cooperativas; de reforçar as fontes orçamentárias e linhas de crédito para todos os segmentos do movimento; e de atuar junto ao governo federal para adequar a tributação do INSS do cooperado autônomo.
Encerramento foi marcado com otimismo
Após um vídeo que percorreu a história do Sistema OCB, o presidente Márcio Lopes de Freitas, encerrou o congresso. "É bonito ver o esforço e dedicação de todos os envolvidos. Durante esses três dias, conseguimos reforçar que o nosso movimento é fruto de uma construção coesa e próspera", expressou. Ele relembrou a época em que se engajou com o coop e desejou que a teia de cooperativas se tornasse um Sistema. "Agora, somos uma rede organizada, alinhada e democrática. Precisamos continuar nos superando, cada vez mais, com coragem e ousadia. O futuro já começou e só precisamos desenhar os detalhes. É só cooperar e seguir nesse processo. Todos juntos", disse.
Ao final deste momento, os participantes puderam assistir uma apresentação do grupo Batuque Salubre, da Escola de Artes Unimed BH. Com uma levada contagiante de tambores, o grupo misturou samba, reggae, maracatu, funk e outros ritmos para fechar o evento que reuniu mais de três mil cooperativistas, vindos de todos os cantos do Brasil.
Texto: Sistema OCB
Edição e acréscimo de informações: Sistema OCB/DF
Entre os dias 14 e 16 de maio, foi realizada a 15ª edição do maior evento cooperativista do Brasil. O encontro, que reuniu mais de três mil cooperados de todos os cantos do Brasil, discutiu liderança, futuro do cooperativismo, e aprovou as diretrizes que vão guiar o coop no país durante os próximos cinco anos. O Sistema OCB/DF compareceu com uma delegação de mais de sessenta cooperativistas, que participaram das discussões e contribuíram com insights adquiridos no 2º Congresso Distrital do Cooperativismo, realizado em março deste ano.
O primeiro dia do Congresso contou com o lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2024, que reúne as pautas prioritárias do movimento junto aos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Neste ano, a agenda tem como tema prioritário o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo na regulamentação da Reforma Tributária (PLP 68/2024 e PLP 58/2024) em tramitação no Congresso Nacional, além de propostas para a ampliação da participação das cooperativas no mercado de seguros (PL 519/18); para garantir maior segurança jurídica para as cooperativas que participam de processos de licitação; para o aumento de volume de recursos do Crédito Rural; e para a valorização das cooperativas de infraestrutura na política de conectividade no campo (PL 1.303/22).
Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, abriu o evento citando a meta do desafio BRC 1 Tri, que busca atingir R$ 1 trilhão em prosperidade para o povo brasileiro e 30 milhões de cooperados até 2027. "Nós sabemos onde queremos chegar e acreditamos nos valores que nos trouxeram até aqui. Crescemos até mesmo em tempos de crise e vamos construir um futuro cada vez mais próspero para o Brasil e todos os brasileiros. Por isso, a importância desse congresso e da presença de todos vocês aqui. Nossa união é a força que nos move e nos levará cada vez mais longe", completou, afirmando que a coragem vai fazer com que as cooperativas inovem e possam ajudar na consolidação do protagonismo que merecem. ‘‘É preciso ousar para mostrar ao povo brasileiro que tudo o que fazemos e tudo que ainda queremos fazer leva desenvolvimento aos quatro cantos do país. União é a força que nos move e nos levará cada vez mais longe" completou.
Em seguida, a presidente da Aliança Cooperativa Internacional das Américas (ACI Américas), Graciela Fernández, falou sobre o atual momento do cooperativismo na América Latina. Para ela, é preciso ter consciência de que o princípio central do coop está sendo cumprido no 15º CBC, a democracia. "A transformação é feita a partir de representantes, suas comunidades e, consequentemente, o planeta muda. Por isso, as deliberações são tão importantes. É tempo de construir um futuro mais cooperativo".
Para Ariel Guarco, presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), no decorrer dos últimos anos, o cooperativismo conseguiu transformar muitas coisas no planeta. Ele acredita que é possível construir um caminho em que esse modelo de negócios seja o futuro do planeta. "Nossas comunidades possuem as respostas que o mundo precisa. O coop é uma língua falada em vários idiomas e atravessa culturas, mas ainda não é um idioma comum. Somos a maior inovação da era moderna e não podemos perder nossas identidades, valores e princípios. Eles são a resposta para as desigualdades sociais enfrentadas no mundo moderno", concluiu.
Cooperativas do DF marcam presença
Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DF, comemorou a participação das cooperativas do DF no 15º CBC e comentou sobre a importância do Sistema OCB/DF ter abordado, durante o 2º Congresso Distrital do Cooperativismo, a temática do que foi discutido no 15º CBC. ‘‘Ao realizarmos um Congresso Distrital com temas parecidos com os do Congresso Nacional realizado, nós tiramos as propostas e os direcionamentos para o cooperativismo no DF e, ao mesmo tempo, tivemos os materiais e as proposições do DF para o Congresso Nacional. Isso motivou as nossas cooperativas e construímos uma delegação forte para representar o Distrito Federal e os nossos anseios para o futuro do cooperativismo’’, pontuou o presidente.
Apoio ao Rio Grande do Sul
O início do Congresso, no dia 14, foi marcado por um momento de solidariedade ao Rio Grande do Sul, que enfrenta enchentes e dificuldades devido às mudanças climáticas. Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, convocou os congressistas para colaborarem com a ação Coopera RS – juntos, vamos reconstruir o Rio Grande do Sul, organizada pelo Sistema OCB e o Sistema Ocergs, que angaria fundos e ajuda para a reconstrução do estado gaúcho. "Precisamos unificar nosso olhar para o futuro e mirar um mesmo horizonte. Temos que trabalhar juntos para construir um caminho estratégico e planejado para os próximos anos. O cooperativismo é um modelo de negócios de sucesso, que gera resultados e está, cada vez mais, se profissionalizando, avançando e cumprindo suas tarefas socioeconômicas. Temos espaço para nos desenvolvermos ainda mais, com muita aceitação das novas gerações e com as respostas que a sociedade busca, atualmente", disse o presidente da entidade nacional.
Texto: Sistema OCB
Edição e acréscimo de informações: Sistema OCB/DF
O Sistema OCB/DF dá mais um passo em direção à inclusão e diversidade no cooperativismo com o lançamento dos Comitês de Mulheres e Jovens do Distrito Federal. Após sua inauguração durante o 2º Congresso Distrital do Cooperativismo, esses comitês realizaram seus primeiros encontros nos dias 2 e 3 de maio, no espaço Lab 360º Sicoob.
O objetivo desses comitês é ampliar a participação de mulheres e jovens nas lideranças do cooperativismo brasileiro, especialmente no Distrito Federal. No encontro de mulheres, elas foram apresentadas ao movimento "Elas pelo Coop" e discutiram os desafios enfrentados pelo público feminino em cargos de liderança. O foco foi no aprimoramento das ações para fortalecer e expandir a presença feminina dentro do cooperativismo, visando uma representatividade mais equitativa em todos os níveis de gestão.
O Comitê de Mulheres busca promover uma maior integração entre as cooperativas e o Sistema OCB, oferecendo orientações institucionais e incentivando a participação e representatividade feminina no setor. Além disso, visa empoderar as mulheres, promover a equidade de gênero e disseminar os princípios cooperativistas em toda a comunidade.
No segundo dia, os jovens se reuniram para discutir a necessidade da presença da juventude nas lideranças cooperativistas e o amplo espaço disponível em todos os ramos para que exerçam suas atividades profissionais. No encontro, a partir de dinâmicas e trocas com palestrantes convidados, os participantes foram apresentados ao movimento "Geração C", uma iniciativa dedicada à construção de conhecimento sobre o cooperativismo para as novas gerações. O objetivo é mostrar aos jovens como o modelo de negócio cooperativista pode ser uma opção viável para suas carreiras.
Para Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DF, esses comitês representam um marco significativo tanto para o empoderamento das mulheres quanto para o aumento da representatividade jovem nas discussões cooperativistas em toda a região.
Ambas as reuniões contaram com a participação de diversos representantes do Sistema OCB Nacional, destacando o compromisso do sistema com a promoção da inclusão e diversidade dentro do cooperativismo.





